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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Infecção urinária

Dor e ardência ao urinar, aumento do número de idas ao banheiro, urina bem amarelada e sensação de desconforto. Quase toda mulher, em algum momento da vida, já teve de enfrentar esses sintomas que sinalizam a chegada de bactérias ao sistema urinário.
E por saber o quão incômodo pode ser esse problema que o melhor a ser feito é afastar para bem longe qualquer risco de uma nova infecção. Para isso, a primeira dica é tomar bastante líquido, porque quanto mais vezes você enche e esvazia a bexiga, o canal urinário fica mais “limpo”, diminuindo assim a probabilidade de alguma bactéria enxerida se instalar.
“É muito importante também que a mulher tenha cuidado redobrado com a higiene da região íntima, evitando o contato de materiais fecais com a uretra e a parte vaginal, e vá ao banheiro depois do ato sexual, porque a urina ajudar a eliminar qualquer bactéria que tenha se aproximado da uretra durante a relação”, recomenda Ericha Cristina Mendonça, ginecologista.

Coisa simples
A infecção urinária ou cistite é uma doença simples, que é curada com um tratamento à base de antibióticos. Na maioria dos casos, ela é provocada por uma bactéria chamada Escherichia coli, presente na flora intestinal. No intestino, esse micro-organismo é inofensivo, mas quando invade as vias urinárias, pode causar a infecção, que é bem mais comum em mulheres do que em homens porque a uretra feminina é menor do que a masculina – fator que facilita o caminho da bactéria até a bexiga.
Para as mulheres que sofrem toda hora com o problema, uma maneira de mudar essa história é a ingestão de cápsulas, chás ou sucos de cranberry, uma fruta muito popular nos Estados Unidos. “O cranberry evita que a bactéria grude nas paredes uretral e vaginal. Ela é indicada para as mulheres com infecção de urina aguda e reincidente, porque substitui o uso de antibióticos que podem acarretar em uma piora no quadro clínico, levando a uma nova e mais severa infecção”, informa a ginecologista.
Mas quando não tem jeito e o micro-organismo ataca, é preciso procurar o médico para realizar um exame de urina que irá verificar direitinho qual é a bactéria responsável pelo problema. Uma vez medicada, os sintomas desaparecem em cerca de dois dias. Mas é preciso continuar tomando o antibiótico de acordo com a prescrição médica, mesmo se não tiver mais nenhum sintoma.
Apesar de ser uma doença fácil de ser tratada, a infecção de urina, quando não é cuidada corretamente, pode evoluir para um quadro mais complicado. “Se a mulher procurar se tratar logo no início, a doença pode evoluir para uma pielonefrite, que é uma infecção bem mais grave que ataca o rim, causando febre e dor lombar, entre outros sintomas”, alerta Alexandre de Andrade, ginecologista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).


domingo, 4 de dezembro de 2011

Alimentação e quimioterapia

A quimioterapia é um dos maiores aliados no combate ao câncer, garantindo a cura da doença em grande número dos casos. No entanto, durante o tratamento, é possível que o paciente sofra efeitos colaterais, como náuseas e diminuição da vontade de comer. Para amenizar essas sensações, algumas mudanças nos hábitos alimentares podem ser muito úteis.

Se a pessoa sentir menos fome, o ideal é procurar respeitar ainda mais um horário regular para as refeições. Isso torna o organismo mais receptivo à comida. Quando o apetite estiver bem reduzido, porém, uma sugestão é optar por lanches nutritivos em vez da refeição normal. O mesmo vale para o caso de enjoos prolongados, em que é mais difícil aceitar alimentos mais pesados.

Uma sugestão da nutricionista Júlia Lacerda Silveira, de São Paulo, para esses momentos é bater no liquidificador banana, mamão, maçã, abacate e raspas de amêndoas com leite – uma mistura bem nutritiva. “Mesmo assim, as alterações no cardápio devem ser feitas sob a consulta ao médico que acompanha o tratamento quimioterápico”, ressalta Júlia.

Se a pessoa já não abusa de gorduras, açúcares e frituras, durante o tratamento não são necessárias mudanças drásticas na alimentação. É importante, pelo menos, manter um consumo variado de vitaminas, minerais e fibras para que o corpo receba todas as substâncias necessárias à boa saúde. Segundo a nutricionista, a restrição maior fica por conta da ingestão de bebidas alcoólicas. “A absorção do álcool no fígado é capaz de prejudicar a absorção dos medicamentos da quimioterapia”, explica.

Reduzindo o enjoo

Outro efeito comum em pessoas que estão passando pela quimioterapia é a baixa nos níveis de proteína do organismo. Desse modo, a nutricionista recomenda o consumo frequente de carnes, sendo melhores as mais magras, como frango e peixe – de preferência, sem adição de óleo no preparo. O óleo, principalmente o reutilizado (o reaproveitamento é comum em certas lanchonetes e restaurantes), produz substâncias que irritam o aparelho digestivo, piorando a sensação de náusea e os casos de diarreia. É bom, portanto, ir devagar com as frituras.

“Os molhos gordurosos também devem ser evitados, principalmente aquelas à base de gordura animal, como o creme de leite. A gordura animal retarda a digestão dos alimentos e pode prolongar os enjoos. É preferível optar por temperos feitos de ervas aromáticas naturais”, afirma a nutricionista.

O consumo de alimentos quentes também pode contribuir para o enjoo. Sendo assim, outra dica é colocar no prato comidas frescas e em temperatura ambiente. Vale ainda o cuidado com os itens mais ácidos e picantes, muito crocantes ou duros. Como a quimioterapia aumenta a sensibilidade do corpo, eles podem até ferir a boca ou trazer outros desconfortos conforme o caso.



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