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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Sete dicas para perder a barriga

Preocupar-se com o excesso de gordura abdominal – ou a indesejada “barriguinha” – não é apenas uma questão de estética. Nessa situação, conforme explica a nutricionista Mariana Leal, de São Paulo, tentar emagrecer significa mais do que “fazer as pazes” com o espelho. “É também uma forma de prevenir doenças como as que atingem o coração”, ressalta.

Quando uma pessoa tem casos de doença cardiovascular na família, a gordura na região da barriga acima de certo limite é um risco ainda maior. Em média, homens com mais de 90 centímetros de circunferência abdominal e mulheres com mais de 80 centímetros, mesmo sem estar muito acima do peso, devem estar mais atentos a possíveis problemas.


Considerando que seguir uma dieta equilibrada é uma das melhores estratégias para ajudar a diminuir a gordura no abdômen, em conjunto com Mariana elaboramos sete dicas bem simples para você tentar alcançar esse objetivo. O melhor de tudo é que elas são fáceis de colocar em prática, podendo fazer parte dos seus hábitos já a partir da próxima refeição. Veja:


1 – Ajude o bom funcionamento do intestino:
aproveitar melhor os nutrientes de cada alimento é um modo de tornar o organismo mais saudável e alcançar a boa forma. Uma das estratégias para isso é a adoção de uma dieta que auxilie no funcionamento do intestino. Nesse aspecto, entre os alimentos mais indicados estão os que contêm fibras insolúveis, como as presentes no farelo de trigo não processado ou farelo de arroz, cereais integrais, pão integral, ervilha, vagem, nozes, raízes como batata e cenoura, espinafre, maçã e laranja. Iogurtes com probióticos – as “bactérias do bem” – também melhoram a saúde do intestino.

2 – Capriche na ingestão de cálcio:
o leite é a melhor fonte do mineral. Se você não gosta da bebida pura, uma ideia é tomá-la batida com frutas. O cálcio também é obtido no queijo branco (de preferência, os que têm baixo índice de gordura), nos iogurtes e nas bebidas lácteas fermentadas. “O cálcio acelera o metabolismo e contribui para a queima de gordura”, destaca Mariana.

3 – Não exagere nos alimentos que estufam:
frituras, linguiça, presunto, salame e salsicha levam à formação de gases e estufam a região intestinal. É bom ir devagar com eles. 

4 – Valorize alguns alimentos diuréticos:
eles reduzem a retenção hídrica e diminuem o inchaço. Entre esses alimentos, você encontra o suco de limão, de melancia e de morango, além da abóbora, agrião, beterraba, cenoura, escarola, folhas de beterraba, repolho, salsinha, tomate, broto de feijão e pepino.

5 – Evite o excesso de gordura:
embora todo mundo já esteja cansado de saber que em excesso a substância faz mal, é sempre bom lembrar. O consumo de fibras recomendado no primeiro tópico, aliás, é um dos fatores que ajudam a digerir melhor a gordura.

6 – Controle a ingestão de sódio:
a substância atrai líquidos do organismo e promove o inchaço. Além disso, em excesso, aumenta as chances de problemas como pressão alta, entre outros. Vale lembrar que o sódio não está apenas presente no sal. Ele entra na fórmula de grande parte dos alimentos processados industrialmente, sejam salgados ou doces, tais como certos cereais, biscoitos, pipoca, batata chips e embutidos em geral, como salsicha e mortadela. Alguns alimentos industrializados de sabor doce podem conter sódio, já que o elemento também é usado para maior conservação dos produtos.

7 – Trate o potássio como um aliado:
salvo se você tem problemas de saúde que justifiquem a moderação na ingestão de alimentos ricos no mineral, o consumo de boas fontes de potássio é ótimo. No organismo, ele regula a quantidade de sódio e auxilia na queima de gordura abdominal. São boas opções damasco, tâmara, amêndoa, castanha-do-pará e melão.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Calcinhas: algodão x sintéticas

Peça mais feminina do guarda-roupa da mulher, a calcinha é rodeada de fetiches. Por isso, ganha contornos e tecidos cada vez mais sensuais com o propósito de despertar o desejo dos homens, muito mais do que ser uma peça que promova o conforto e o bem-estar feminino. É por isso que, na hora da compra, muitas mulheres ficam em dúvida entre a sedutora calcinha de tecido sintético com rendinha ou a simpática calcinha de algodão.

Médicos, no entanto, não deixam dúvidas sobre o que a mulher deve escolher. Para a tristeza de muitos homens, nesse caso, beleza não vem em primeiro lugar. Os especialistas são unânimes em recomendar o uso do tecido natural como cuidado preventivo para impedir o superaquecimento da região íntima, já que o algodão tem a vantagem de facilitar a ventilação local, medida importante para evitar a proliferação de bactérias e fungos, responsáveis por infecções, corrimento e até alergias.
"Tecido sintético impede a transpiração, abafa e aumenta a possibilidade de propagação de micro-organismos, além dos riscos de infecção", alerta Márcia Mendonça Carneiro, professora de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

Quem tem dúvida sobre a importância da ventilação deve saber que a transpiração diária da região genital torna-se vilã porque o ambiente, quente e úmido, é o preferido dos fungos que se aproveitam da alteração do pH íntimo da mulher para se proliferar e tomar conta do local, causando muito desconforto no dia a dia e também nas relações sexuais. 

Calcinhas sintéticas nunca mais?
Também não precisa ser radical. As calcinhas bonitas estão aí por uma razão e só são prejudiciais se usadas indiscriminadamente, o que não quer dizer que você não pode tê-las como opção para, digamos, ocasiões especiais. "Tecido sintético deve ser usado com moderação, em no máximo três horas", explica Rita Géssia Rodrigues, ginecologista do Hospital Samaritano. Outra boa dica é dormir sem calcinha para manter a região ventilada. 

Vale lembrar que praticantes de atividades físicas de alto gasto calórico devem usar calcinha de algodão e trocá-las imediatamente após o fim da atividade física. Além disso, para se manter longe dos micro-organismos e eliminar resíduo de suor, o ideal é trocá-las diariamente e lavá-las com água corrente e sabão. Já as calcinhas coloridas devem ser usadas com parcimônia, pois a tinta em contato com o suor também pode causar alergia.


Agência Hélice
Especial para o Terra
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