Seguidores

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Como se tornar amiga da sua sogra

Relação muitas vezes delicada pode reservar boas surpresas.

Muitas vezes, acabamos não percebendo o quanto uma sogra pode ajudar no relacionamento e na nossa vida. Ser amiga da mãe do seu companheiro faz com que a relação de vocês fique ainda mais forte. Afinal, foi ela quem criou a pessoa que você ama. Como mulher, ela também entende muito das coisas que são importantes e têm um significado para você.

Que tal conversar mais com a sua sogra e buscar estreitar laços? Esqueça os estereótipos e tenha certeza: vocês podem virar grandes amigas. E isso fará com que você se sinta melhor consigo mesma e com o seu companheiro.

Em vez de se deixar contaminar por relatos que generalizam a sogra como aquela figura que atrapalha a vida do casal, desarme-se. Valorize as qualidades da sua e construa um bom relacionamento com ela. Inspire-se em quem conseguiu.

O arquiteto Gustavo José Hannun se considera um sortudo. "Minha sogra é uma pessoa bacana, meu sogro também. Somos carinhosos uns com os outros", diz. Nesse caso, diz Hannun, haveria uma compreensão mútua, em que cada parte reconhece e leva em conta os valores e educação das diferentes gerações desse tipo de relação - a dos pais/sogros e a dos filhos. Dessa forma, fica mais difícil não guardar ressentimentos quando algumas sugestões não são acatadas. "Eles nos apoiam até quando nossas decisões não coincidem com seus conselhos", revela.     

A relação dos pais de Hannun com sua mulher, Ana Carolina, também é tranquila. A secretária Myrna José Hannun não poupa elogios à nora. "É uma pessoa bonita, ativa e muito segura na maneira de conduzir o casamento, além de valorizar a família", nota. O gosto da nora pela vida profissional, para a qual algumas sogras costumam torcer o nariz por erroneamente significar menor dedicação ao filho, também é valorizado por Myrna: "sua busca em se realizar através do trabalho é uma característica importante", admira-se. "Em meu coração de mãe, sinto que foram realmente feitos um para o outro."

Empatia também é um dos trunfos da relação da professora universitária Alice Happ Botler com sua sogra. "Sempre nos demos bem, temos bons sentimentos recíprocos", conta. Durante o namoro, Alice, que é de São Paulo, costumava se hospedar na casa da mãe de seu marido, no Recife. "Era, e ainda sou, tratada como uma filha por ela, uma mulher muito aberta, predisposta para relações familiares harmoniosas." Depois de se casarem, ela e o marido se mudaram definitivamente para o Recife.

Nem tudo são rosas, é claro – aliás, como em qualquer relação. Segundo Alice, no começo não foi fácil se adaptar a tantas mudanças: de cidade, de faculdade, de cultura. A casa em que primeiro moraram era vizinha de fundos com a dos sogros. "Antes de nos mudarmos, exigi: só vou se for erguido um muro no quintal, para garantir um mínimo de privacidade", lembra. A vontade de Alice foi respeitada e não houve mal-estar depois.

Por mais que a relação seja harmoniosa, para muitas pessoas ter a sogra morando próximo, ou até na mesma casa, costuma provocar arrepios. Não é o caso da assistente fiscal e comercial Renata Cardoso. Grávida de cinco meses, ela e o marido estão reformando a casa para acomodar melhor a sogra de Renata, que é da Bahia e se mudou há pouco tempo para São Paulo, onde o casal mora. "Maria [a sogra] é uma mulher admirável: humilde, sincera e muito divertida. Somos muito carinhosas uma com a outra, sempre nos abraçando e beijando", derrete-se. Para ela, uma das maiores provas da grandeza de espírito da sogra foi o fato de ela ter recebido com amor o primeiro filho de Renata, fruto de outro relacionamento. "Como se fosse um neto", acrescenta. 

O reconhecimento da sogra como uma pessoa experiente em criar um filho, sem que isso cause ciúmes ou sentimentos de ameaça na nora, é uma das chaves para a harmonia geral. A dentista Cristina Longhi Bibancos também viu na sogra uma grande companheira na criação de seus dois filhos, especialmente na época do nascimento do primogênito, quando Cristina tinha apenas 18 anos. "Era bem inexperiente. Recebi, e ainda recebo, muito apoio dela, uma pessoa alto-astral, de cabeça aberta", revela. "Sou muito grata."

Nada é definitivo na vida - nem mesmo os estereótipos em relação às sogras. Todos somos capazes de descobrir o poder do carinho e do entendimento. Afinal, seu companheiro, amado por você e cheio de virtudes, foi criado por alguém que merece créditos, não é mesmo? "Não existem relacionamentos perfeitos, mas relacionamentos possíveis", observam as escritoras Eden Bowditch e Aviva Samet, que entrevistaram 53 noras para compor o livro Nora e Sogra - O Desafio do Relacionamento (Editora M. Books). Beije, abrace, convide para um cafezinho, diga a sua sogra como ela é importante em sua vida. E confira os resultados!
Eu acredito que vale a pena tentar, estreitar os laços para convivermos todos em harmonia.  Realmente existe o tabu que sogra é sinomino de confusão, mas para convivermos bem temos que nos esforçar e fazermos a política da boa vizinhança.

 

2 comentários:

  1. Oi Ro! Achei super importante seus conselhos. Eh muito melhor conviver melhor com a sogra!
    Adorei a dica do livro, super interessante!

    Beeijos =*
    http://nathdefreitas.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Oi Rô, não tenho vindo muito aqui mas acompanho sempre pelo painel( perdoa, vai)mas sei que você entende, não conseguimos comentar tanto quanto gostariamos "mas você mora no meu coração)
    O Ministério dos casamentos adverte:
    O post da Rô faz bem a saúde
    Sou casada a 9 anos e tenho um boa relação com a minha sogra e sabe que esta relação esta baseada na maioria destes conceitos que você relata... considero a diferença de geração pois ela foi criada por costumes do século passo(ela tem 83 anos), ouço seus conselhos,escuto suas histórias, deixo ela me ensinar suas receitas mesmos que eu não as coloque em prática e assim todos ficamos felizes, é claro que temos diferenças e quem não as tem?
    Deus ordenou que Noé colocasse espécies diferente entre si na arca por 40 dias e 40 noites, imaginam se não existisse tolerância.
    Cut beijos

    ResponderExcluir

Seu comentário me deixa muito feliz, não saia sem comentar.
Bjs
Rô Santana