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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Não sofra de véspera e viva mais feliz

O dia mal começou e você já está preocupada com a lista de tarefas que tem para entregar. Nesse meio tempo, a única frase que passa pela sua cabeça é “não vai dar tempo”. Correm as horas e você está à espera daquela decisão importante que pode mudar tudo e, sem perceber, já começa a problematizar o seu dia a dia em cima dos inúmeros “e se”, sem ao menos considerar as outras possibilidades. É mais ou menos assim que funciona a cabeça do ansioso, aquele que sofre de véspera.

O que muita gente não sabe é que este problema, aparentemente banal, pode ter consequências sérias na vida não só de quem sofre com a ansiedade, mas de quem convive com o ansioso. “O ansioso não se contenta em não saber o que vai acontecer, por isso começa a problematizar de antemão o que gera situações de estresse em seu convívio e daqueles que o cercam no dia a dia”, explica Dayse Maria Mota, psicoterapeuta do Hospital da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP).

Prejudicial aos relacionamentos
O grande problema é que, em geral, pessoas que sofrem de ansiedade e não conseguem contornar o problema estão rodeadas por relacionamentos frágeis, desgastados com o tempo. Isso serve tanto para relacionamentos afetivos, como sociais e profissionais. Por isso, controlar a ansiedade quando ela gera sofrimento é tão importante.

Para buscar ajuda, porém, é importante saber que tipo de ansiedade é a sua. E ela se divide em dois tipos: a que causa sofrimento, e a que não causa, mas gera um incômodo. “No primeiro caso, o melhor tratamento é aquele feito via psicoterapia para aliviar o sofrimento de quem não consegue curtir a vida de deixar os acontecimentos tomarem seu curso natural”, explica Dayse.

Agora, quando o problema não é tão grave, ou seja, quando não causa sofrimento nem para o indivíduo nem para os seus pares, mas ainda assim atrapalha, recomenda-se incorporar à rotina do dia a dia, atividades prazerosas, entre elas, exercícios físicos e atividades lúdicas que tirem o foco do “problema” e permitam ao indivíduo ansioso manter a concentração em outra atividade.

Atividades físicas e lúdicas
Atividades como jardinagem, artesanato, pintura, marchetaria, crochê e tricô são alguns exemplos de ‘trabalhos manuais’ que exigem concentração e foco. “Além dos exercícios físicos que liberam endorfina no organismo, tais atividades são capazes de tirar, principalmente as mulheres da rotina de ansiedade”, explica Dayse.

E a prática tem fundamento científico. A sensação de alegria e bem-estar causada no organismo após a prática de uma atividade lúdica que exige concentração é provocada pela diminuição dos níveis de cortisol - hormônio ligado ao sentimento de estresse no trabalho - ao mesmo tempo em que se elevam os índices de serotonina no cérebro, secreção geradora de bem-estar e felicidade.


Um comentário:

  1. oi ro adorei seu post..verdade amiga...sair da rotina é tudo pra nós....amo fazer trico,é minha especialidade....isto me encanta de um jeito magnifico...qto atividades fisicas ...confesso que sou preguiçosa demais.hehhe..mas preciso disto tbm...bjinhos se cuida heim

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Bjs
Rô Santana